01/02/2011

Me fechar como se nunca fui aberto...
Me acabar como se não comecei...
Sou feito porém tenho desfeito...
Sou imagem mas não a considero a ser enxergada...
Minha sina é não ter sina alguma...
Minha parte é não fazer parte...
Não confio pois só confia quem é desconfiado...
Não amo, mas não para não ser amado...

Me esqueço para poder então lembrar...
Me faço apenas para desfazer...
Sou inteiro por fora, por dentro, fragmentos...
Sou sonâmbulo pois vivo acordado...
Minha infância é algo que ainda não chegou...
Minha velhice costuma ser o que me passou...
Não chego a lugar algum escolhendo caminhos...
Não vou entender sem antes ser desentendido...

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