13/03/2011

Me é estranho (I)

I

Vivo num tempo em inconstante descompasso
Nostalgias juntadas de um passado inexistente
Amores impossíveis, reais e acontecidos, o ente
Que um dia se materializou no cadente espaço....

De um passado falso que profere um além de quem
Se faz inteiramente descomposto por possíveis
Poderes de porventura por tais vezes agradáveis...

A dor que evitei, sei que agora sinto
A pessoa que evitei é a que mais amo
O passado que não vivi é o que mais chamo...

Os versos que não verti me foram afora
De uma aventura verde que vivi adentro
Flutuando em mil outras vidas que lustro
Em lustre que reluz vidas de outrora...

O amor desconfiado que senti um dia
Fez-se poente dos sóis de luz que me negaram
Nas noites das luas que por ti afirmei que eram
Além de quem uma vez julguei como valia...

A pena e todas as levezas do mundo-espelho
Refletido das luzes que me transpuseram
Noites-dia em bate e volta que me vieram...

Os impropérios medidos em confiança minha
De todos os impérios que um dia construídos
Em dúvida fizeram da minha confiança, ruídos...

Muito pós linha dos que chamados se tornam bárbaros
Venho curtido por vidas aquém do desconhecido
Por muito de si para si, pior inimigo tem sido.

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