Foi da morte surgido
Que antes destruido
Está agora por desfazer
Mistérios na areia
E todas as soluções
Desenho ilusões
Das quais o mar enleia
Reflete a luz em espelho
Que por dentro é outro mundo
Por fora é apenas refletido
O sol que ali bate
Volta a si parte de luz
De outros mundos de truz
Além desse, além desse.
Venho com a palavra não pronunciada
Com a intenção amarrotada em mentiras
Vertigens de uma verdade não validada
Vêm anunciando do caos e das liras
Cria em duas direções a inspiração.
E estando entre elas, não me inspiro a nada...
Mas eu, que me calo, como irei dizer como se calar?
Que da morte fui nascido para então novamente morrer?
Não adiantou ser a pessoa certa,
O momento era errado
As palavras também.
Tem sido errado por minha existência
Insistida em escolher a falta de escolha
Escoando em funil, liberto-lha
Para se explodir como estrelas em reticência...
E fica vago, tempo distorcido
Em mesma mentira dos perfumes
Piscada na noite em que vejo lumes
O Céu fulminou o dia abatido
Rides de minha dúvida
Porque insisto, busco buscar
Certezas que me fazem falhar
Os mistérios que conheço
Deixo-os por perto
Vejo-os apenas do alto.
E as estrelas por baixo do céu que esconde a terra...
Círculos flutuantes em uma sala esférica
Deslumbro o infinito apenas pela finitude...
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