05/03/2011

A vida sendo vida
Não se parece....
Meio estranha
Se de mim dependesse...
Se boa ou não
Não ficaria feliz ou de manha...
Silencioso em minha observação
Minha passagem não é de ida....

Nesses enganos certeiros
Não sou de sonhos mundanos
O claro é por meio de nevoeiros
De densidade que me faz cheio
Em um texto que termino ao meio
Desterrado de céus inteiros...

E toda essa dança sem música
Que as pessoas fazem nas ruas
Não sei se cantam óperas
Pelo fim e por ser única

A morte que ainda clama
Seu direito de silêncio.


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