09/04/2011

Me parece que não há mais nada a se escrever
Outros nadas adentro de meu grande nada...
Não sei dos problemas de altos e baixos
Meu impulso não é uma linha reta

É apenas um ponto.

Não tomo partido, não revido a ofensa
Que me impingi por nenhum motivo

Mas imagino-me a socar uma parede branca.

Detesto com a réstia de vontade esses olhos por olhos
De todos os dias de meu mundo mal interpretado
Sou tão vil quanto qualquer verdugo mascarado
Em século passado que ainda vive.

Ansioso por um sonho diferente e leve
Além dos tédios de meus dias intransponíveis
Ligados em dúvida por passado, relegados ao futuro.

Um furo da vida que não me passou
Sangrei por acaso...

Sabe, de todas as vidas que não tive
A que tenho é a que mais me falta...

E não soube dos amores que pude ter
Me interessam os impossíveis
E deixo me excomungarem:
Sem querer sou histrião.

Mas quem faz piada é essa vida...

A única certeza que levo
É minha maior dúvida...
A mesma pergunta desde o primórdio
Dia que passei até dela duvidar...

Mas guardo aqui, pra mim
Se contei foi acidente sem vítima
Numa rua de infância mal ladrilhada
Era proibido passar.

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